A cibercultura não contribui ou não tem por objetivo aniquilar as formas anteriores das práticas comunicacionais, ela propõe e faz uma reconfiguração dessas formas. Por exemplo, o jornalismo, o rádio e a TV foram ampliados, transformados, reconfigurados e deram forma ao jornalismo online, rádios online, TVs online, possibilitando ao individuo acessar em qualquer lugar que ele esteja. A cibercultura traz também novidades, como os chats, jogos onde os usuários criam mundos e socializa com outros usuários de diversos locais do planeta, os weblogs. A cada dia vem surgindo novas práticas comunicacionais.
O vídeo a seguir expõe de forma simples algumas dessas práticas
Mas será que essas ferramentas de comunicação tem a intenção de substituir as formas estabelecidas de relação social (a presença física ou o bate papo ao telefone)? Antes eu acreditava que sim, mas hoje encaro tais formas de comunicação como uma forma de otimizar o tempo. Assuntos que antes esperaria a pessoa está perto fisicamente para ser tratado, não precisa ser mais postergado, pode ser tratado em instantes, fornecemos e obtemos informações imediatas. E no que diz respeito a confiabilidade de estabelecer relações online, visto que muitos apontam os perigos e as dificuldades que podem existir, como por exemplo a ocultação da verdadeira identidade e as reais intenções dos indivíduos com os quais nos relacionamos? Nesse ponto é relevante a fala do sociólogo canadense Goffman, que diz: "Desempenhamos
todos papéis diferentes em diferentes situações sociais e, nesse sentido, a
relação com o outro é sempre complexa e problemática, na rede e fora dela".
Assim como em qualquer relação, seja na rede ou fora dela, cautela e discernimento é fundamental, pois é impossível conhecer a fundo um individuo, até mesmo aqueles que por anos convivem conosco.
Quem foi que disse que para está junto precisa estar perto?
Imagem Google